1) 2003: Jair Bolsonaro, no Congresso, defende milícias e grupos de extermínio;

2) 2007: Flávio Bolsonaro defende legalização das milícias;

3) 2008: Flávio Bolsonaro na ALERJ durante a votação para instauração da CPI das milícias, após dois repórteres do jornal O DIA serem barbaramente torturados por milicianos na Favela do Batan: “Sempre que ouço relatos de pessoas que residem nessas comunidades, supostamente dominadas por milicianos, não raro é constatada a FELICIDADE dessas pessoas que antes tinham que se submeter à escravidão, a uma imposição hedionda por parte dos traficantes e que agora pelo menos dispõem dessa garantia, desse direito constitucional, que é a SEGURANÇA PÚBLICA. Façam consultas populares na Favela de Rio das Pedras, na própria Favela do Batan, para que haja esse contrapeso também”;

4) 2011: A juíza Patrícia Acioli é assassinada com 21 tiros no Rio por milicianos. Flávio Bolsonaro, após a morte, vai ao twitter e difama a magistrada;

5) 2015: A juíza Daniela Barbosa é agredida por milicianos durante uma inspeção no Batalhão Especial Prisional durante uma inspeção no Rio. Flávio Bolsonaro sai em defesa dos agressores;

6) 2015: Flávio Bolsonaro foi o único dos 70 deputados da ALERJ que votou contra a CPI dos Autos de Resistência, que visa apurar possíveis fraudes nas mortes perpetraras por policiais. A CPI surgiu após um vídeo mostrar PMs mexendo na cena do homicídio de um homem na favela da Providência, na Zona Norte do Rio. As imagens mostram os policiais colocando uma arma na mão de dele após ser assassinado;

7) 2015: José Padilha expõe que deixou o Brasil após ameaças de morte sofridas em razão do filme Tropa de Elite 2, que escancara o problema das milícias e sua relação com o poder público;

8) 2018: Jair Bolsonaro, em campanha à presidência, defende milícias que atuam no Rio e diz que “naquela região onde a milícia é paga, não tem violência”;

9) 2018: Flávio Bolsonaro faz campanha com família ligada ao jogo do bicho, organização que que se fortificou justamente durante a Ditadura (especula-se que bicheiros do segundo escalão se tornaram milicianos);

10) 2018: Marielle é assassinada. Forte suspeita de envolvimento de milicianos e políticos. Silêncio na família Bolsonaro;

11) 2018: Policiais que integram a campanha de Bolsonaro são presos na Operação Quarto Elemento, que investiga a atuação de milicianos que praticavam extorsões. Os dois PMs presos são irmãos de Valdenice de Oliveira, a Val do Açaí, assessora e tesoureira do PSL;

12) Dois candidatos do partido de Bolsonaro quebram uma placa de homenagem à Marielle e posam sorrindo, junto ao Witzel. No mesmo evento, os candidatos falam que vão “DECAPITAR AQUELES VAGABUNDOS DO PSOL”. Flavio Bolsonaro defende a atitude dizendo que a “placa era ilegal”.

13) Ministério Público do Rio de Janeiro afirma ter colhido provas de que uma milícia de São Gonçalo teria atuado em favor de um dos candidatos de Jair Bolsonaro à ALERJ, o coronel Fernando Salema (PSL);

14) Organizadora do “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” é agredida no Rio de Janeiro;

15) Clã Bolsonaro é eleito e jornalista diz que quem postou “Marielle presente” estará fora do governo;

16) COAF revela que Fabrício, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, fez movimentação atípica de R$ 1,233 milhão entre 2016 e janeiro de 2017. O ex PM já cometeu pelo menos 10 homicídios;

17) O COAF descobriu que, além do lote de 1,2 milhão de reais, passaram também pela conta corrente do assessor de Flávio Bolsonaro 5,8 milhões de reais nos dois exercícios imediatamente anteriores.

18) Novo relatório do COAF aponta Flávio Bolsonaro recebeu R$ 96 mil em 50 depósitos fracionados. Ele alega que o dinheiro vivo é fruto da venda de um imóvel;

19) É revelado que Queiroz, antes de ir para o Albert Einstein, se escondeu na favela de Rio das Pedras, dominada pela milícia;

20) Flávio Bolsonaro empregou mãe e mulher de chefe do Escritório do Crime em seu gabinete, suspeitos de assassinarem Marielle.

21) Flávio Bolsonaro foi o único parlamentar que votou contra a concessão da medalha Tiradentes à
Marielle.

22) NOTICIA DE AGORINHA: Prisão de dois envolvidos no assassinato de Marielle Franco.
Um mora no mesmo condomínio de Bolsonaro e o outro possui foto com o mesmo, provando contato direto entre os dois.

Fontes:

1) https://blogs.oglobo.globo.com/bernardo-mello-franco/post/em-discursos-bolsonaro-ja-exaltou-milicias-e-grupos-de-exterminio.html?fbclid=IwAR1ZynU4oh-0Nz__rZLl9YrNDxt8yLYgNzcOlYS5ZbLQcGI4igoos4mcgWg

2) http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI1477397-EI7896,00-Deputado+quer+legalizar+milicias+no+Rio.html?fbclid=IwAR2rPQjGNDqfDveusZ2A8FudzvCe6UW7MQUJL_OXoiYA6pIK2TColz6OlRM

3) http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/taqalerj2006.nsf/5d50d39bd976391b83256536006a2502/d8acec134b8797f983257b6b0064c41f?OpenDocument&fbclid=IwAR15ZKlj5_x7f4irQldnzebkZ-wQhooVnMh8T5uRP6AAAJ-rMmyPGkdXMdw

4) https://www.terra.com.br/noticias/brasil/policia/filho-de-bolsonaro-diz-que-juiza-morta-humilhava-reus,322ccc00a90ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html?fbclid=IwAR31GjqqrRNwJiOKWhUFFV8Hvu7uKq0Oq4owXfFy68U8DZ-sF4Uysq29vA0

5) https://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/rj-no-ar/videos/rio-flavio-bolsonaro-defende-detentos-apos-agressao-a-juiza-no-batalhao-especial-prisional-02102015?fbclid=IwAR1caAnhyMUEwou1T-8NjaeMQ6Fx12EI9SDlCm_UMhvQ1u4ykg2qiP6GxYc

6) http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/10/alerj-aprova-cpi-para-investigar-fraudes-em-autos-de-resistencia.html?fbclid=IwAR3nCCNfmXUHwoZK13pFZ_QLC0Kj40O3MueAxHE6LRmFpkKhHDjDg2IWoK8

7) https://jovempan.uol.com.br/entretenimento/jose-padilha-diz-revista-que-mudou-para-o-exterior-apos-ser-ameacado-de-morte.html?fbclid=IwAR2WHOGh9OM6kh1-eh9j6vozvAyOpkchgzR_3b1p9WBBpb9h_OobI2oasuU

8) https://blogs.oglobo.globo.com/bernardo-mello-franco/post/em-discursos-bolsonaro-ja-exaltou-milicias-e-grupos-de-exterminio.html?fbclid=IwAR2pxGRQq9PEkgbQ7Pa0AtTxqFAQfKkUqd-IKvpuv04ege1NPQ6yUI9-OCk

9) https://www.opovo.com.br/noticias/politica/ae/2018/10/familia-ligada-ao-jogo-do-bicho-apoia-bolsonaros-no-rio.html?fbclid=IwAR0MW6ThtTxxCyjfltoRXrok4OXahG9pPAtqrLLg4VvSckeuiBb59dwV6dw

10) https://veja.abril.com.br/blog/maquiavel/de-treze-pre-candidatos-so-bolsonaro-ignorou-morte-de-marielle/?fbclid=IwAR1raNf6n-Q1Gd5YpZsaJ5mQSQMcCZfkzM7wlY82W9Vtdotiyd6V2_4ps1w

11) https://br.noticias.yahoo.com/policiais-presos-integravam-campanha-de-filho-de-bolsonaro-no-rio-130136245.html?fbclid=IwAR1ZELJKuyvo5PV_qg-wRL2USLQN8dxj26PtHOA7nCJBxUj2SJsjCm0EvDc

12) https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,flavio-bolsonaro-defende-destruicao-de-placa-pro-marielle-por-correligionarios,70002532531?fbclid=IwAR0mn7lMnSoQYILb2CR1WP4bDRURpHDt9woD0gk5yMZkjtS-iNSav7rQxhc

13) https://jornalggn.com.br/noticia/milicianos-sao-flagrados-ajudando-candidato-de-bolsonaro-no-rio?fbclid=IwAR1BXUg4vcMhwOfCmfv5r-YXR1U4Z-yviupEeS7PPPW6g8vBnL7wBdP3EII

14) https://exame.abril.com.br/brasil/administradora-do-grupo-mulheres-contra-bolsonaro-e-agredida-no-rio/?fbclid=IwAR1i3dD2eaRQbsb6zv_307jiVtHkf6j8i9PmQV8A8NMjhwI0MAjWpmCM83s

15) https://www.opopular.com.br/editorias/politica/governo-vai-demitir-quem-postou-ele-não-fora-temer-ou-marielle-vive-diz-jornalista-1.1696885?fbclid=IwAR1NytIN-5Vl7O55qKz-sNXnBDEAEm5iROzhtq5hzB9PsO9pGR9oY4oA8CU

16) https://www.brasil247.com/pt/247/sudeste/380762/Queiroz-tem-pelo-menos-dez-mortes-no-currículo-de-PM.htm?fbclid=IwAR3_flmRJBNwUvUkLEvUo885m9NaacBuecFAjpTDP08AGtYedsTVwSSTmm0

17) https://www.revistaforum.com.br/segundo-o-coaf-queiroz-movimentou-r-7-milhoes-em-suas-contas-em-apenas-tres-anos/?fbclid=IwAR2mo7Q4hZYDvNdqW99LxnU6t2w9xP8cKGIm5jc5MiDVdc4DyHzdP4_b8XE

18) https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/01/20/flavio-bolsonaro-diz-que-depositos-fracionados-sao-dinheiro-vivo-recebido-em-venda-de-apartamento.ghtml?fbclid=IwAR0mVKfYrG7REGxlPI_cD8AKjwB3emxJy-qg8G5tZuZH7LDkNJ9-iSdX4EU

19) https://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/queiroz-se-escondeu-na-favela-de-rio-das-pedras.html?fbclid=IwAR1yNsZ7mEcmLlAhTSZmU7pn_OLB_Kf8ug2PI91cbIHECrAPrw_EiAp26Xs

20) https://oglobo.globo.com/brasil/flavio-bolsonaro-empregou-mae-mulher-de-chefe-do-escritorio-do-crime-em-seu-gabinete-23391490?fbclid=IwAR3

21) https://www.revistaforum.com.br/flavio-bolsonaro-foi-o-unico-deputado-que-votou-contra-conceder-medalha-tiradentes-a-marielle-franco/?fbclid=IwAR2HBUsWoC-czy0iWj9aPNdFal_wkNCs6jQMXawIdkWoZ6CFG4Obdq-RMqM

22) https://istoe.com.br/internautas-mostram-foto-de-suspeito-de-assassinato-de-marielle-com-bolsonaro/

“Agora é Bolsonaro, porra”, disse o aspirante a deputado Rodrigo Amorim na campanha de 2018, segurando a placa com o nome de Marielle. Ao seu lado, o futuro governador Wilson Witzel

Queiroz era PM e amigo pessoal do nosso presidente antes de ser motorista de Flávio Bolsonaro.

Ao ser investigado e intimado a depor, Queiroz se escondeu no Rio das Pedras, favela dominada por milicianos na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Esses milicianos, do grupo chamado “Escritório do Crime”, já foram homenageados pela Assembleia Legislativa do RJ a pedido de Flávio Bolsonaro.

Hoje alguns desses milicianos foram presos por participarem da execução de Marielle Franco em março do ano passado.

Flávio empregou, também, em seu gabinete, a mãe e a esposa de Adriano Magalhães da Nóbrega, um dos homenageados por Flávio preso hoje de manhã, chefe do “Escritório do Crime” e acusado há mais de uma década por vários homicídios. Adriano também é amigo de Queiroz.

Sim, camaradas, o senador e filho do presidente, assim como o próprio presidente, são muito provavelmente amigos e parceiros dos assassinos de Marielle e de outras vítimas da milícia.

E tem mais: tem um monte de dinheiro de Flávio Bolsonaro e seus assessores (principalmente Queiroz) aparecendo com a origem mais que suspeita. Sabe qual é uma das origens mais comuns de dinheiro ilegal no RJ? Extorsão de estabelecimentos localizados em áreas controladas por milícias.

Quanta coincidência, não?

Algumas notícias que merecem atenção da sociedade civil e das instituições democráticas desse país:

Fato 1: “Operação prende (em Rio das Pedras) suspeitos de envolvimento no assassinato de Marielle Franco”. “Há indícios de que alvos comandem Escritório do Crime, braço armado da organização, especializado em assassinatos por encomenda”.

Fonte: https://oglobo.globo.com/rio/operacao-prende-suspeitos-de-envolvimento-no-assassinato-de-marielle-franco-23389700

Fato 2: “Flávio Bolsonaro empregou mãe e mulher de chefe do Escritório do Crime em seu gabinete”.

Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/flavio-bolsonaro-empregou-mae-mulher-de-chefe-do-escritorio-do-crime-em-seu-gabinete-23391490

Fato 3: Queiroz se escondeu na favela de Rio das Pedras

Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/queiroz-se-escondeu-na-favela-de-rio-das-pedras.html

Fato 4: Flávio Bolsonaro propôs homenagem a PM preso acusado de comandar milícia

Fonte: https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2019/01/22/flavio-bolsonaro-propos-homenagem-a-pm-preso-acusado-de-comandar-milicia/

Fato 5: Em discursos, Bolsonaro já exaltou milícias e grupos de extermínio

Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com/bernardo-mello-franco/post/em-discursos-bolsonaro-ja-exaltou-milicias-e-grupos-de-exterminio.html

Fato 6: Deputado (Flávio Bolsonaro) quer legalizar milícias no Rio

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI1477397-EI7896,00-Deputado+quer+legalizar+milicias+no+Rio.html

Estou sendo muito humilde, ponderado e decidido sobre meu afastamento do PCdoB, e possível, até então, desfiliação, em respeito a minha trajetória de militância e de muitas pessoas por quem tenho enorme carinho e admiração.

Busquei ouvir e escutar vários e varias militantes, mais novos e mais velhos, ouvir e escutar a sabedoria popular e de base, buscando construir uma decisão o mais assertiva possível no que diz respeito a minha militância política partidária institucionalizada nesta agremiação.

Não me tinha desfiliado ainda porque não queria ser um número negativo em momento de construção e disputa de imaginários e isso se inicia em 2013. Em 2014 encampamos em uma das mais duras campanhas eleitorais desde a redemocratização, passamos por um processo de construção da retomada da governabilidade da Presidenta Dilma, barrando pautas bombas, nos conselhos nacionais que compomos fizemos o bom combate, sem em momento algum titubear ideológica e programaticamente com quem for, porem o golpe se consolidou e com ele o inicio de uma serie de retrocessos em políticas publicas e programas direcionados à população preta e pobre foram gradativamente sendo dissolvidos.

Devo ressaltar que o PCdoB desenvolveu um trabalho elogiado por varixs quadrxs de partidos de direita e de esquerda e me ajudou muito a ler o mundo em uma pesperctiva ainda mais critica e transformadora.

Mas é impressionante a sucessão de escolhas políticas desastrosas, na minha ótica, que as direções municipais, estaduais e nacional vêem tomando nos últimos anos. Pior ainda, ler e ouvir narrativas fantasiosas pra justificar um fisiologismo que envergonha qualquer comunista, reformismo e conciliação de classes nesta conjuntura é inadmissível.

Fico me perguntando o que pessoas como Grabois, Elza Monnerat, Osvaldão, Dina, Helenira, João Amazonas e tantxs outrxs pensariam sobre toda essa degenerescência.

Estou buscando guarida em novas trincheiras.

Entendendo o momento histórico;

Entendo a necessidade da construção coletiva, denegrida, solidária e alinhada com as necessidades e demandas do povo preto e pobre e a necessária busca por protagonismo preto nas esferas de poder e decisão;

Entendo que determinadas contradições não devem ser apaziguadas com retórica e desprendimento das raízes da luta proletária, pela Igualdade, justiça, solidariedade e anti racista;

Entendo que em análises para além da conjuntura precisamos construir organismos de bases potentes e alinhados organicamente no sentido da virada de mesa em um contexto de ampliação das violações de direitos humanos e da sustentabilidade de novas e renovadas ações e projetos.

O PCdoB apoia o candidato apoiado pelo neofascista presidente Jair Bolsonaro.

E ainda “esclarece”: “descarta bloco com PSL”.

É ou não é surreal? Será que um partido, supostamente comunista, poderia sequer cogitar “bloco com PSL”? A ponto de se dizer explicitamente que esse não é o caso.

O oportunismo desavergonhado a que chegamos não tem limites.

Depois de apoiar o candidato de Bolsonaro, presidente de extrema-direita, o deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), golpista de carteirinha, um dos líderes do desmonte neoliberal da economia do nosso país, entreguista desde sempre, os oportunistas acham que podem “salvar a face” ao dizer que “descartam bloco com PSL” – essa a função´do adendo, só concebível em quem chafurda completamente no oportunismo.

Aqui a chave da “argumentação” da decisão oportunista do PCdoB, transcrita do “Portal Vermelho“:

“De acordo com Luciana Santos, a atual conjuntura pede uma composição mais ampla para o cargo. ‘Neste momento, com uma correlação de forças tão adversa, não era possível imaginar que uma candidatura do nosso campo sairia vitoriosa. Era necessário fazer composições políticas que permitam que nosso combate, debate de ideias e resistência possam se desenvolver. Precisamos ter no comando da Casa alguém que respeite o papel da Oposição e das Minorias, porque vivemos uma onda antidemocrática, de ataque ao nosso campo e é necessário a gente ter relações institucionais que possam garantir que a resistência e a atuação do bloco da Oposição se dê com o mínimo de civilidade e respeito às diferenças que temos com as pautas que vão vir do governo para a Câmara dos Deputados’, afirmou.

Para ela, Maia, entre os candidatos, é o que melhor reúne condições para assumir compromisso com a institucionalidade e autonomia do Poder Legislativo. ‘Estabelecemos uma relação de confiança com o deputado Rodrigo Maia há mais de três anos, inclusive cumprindo compromissos com o PCdoB’, pontuou”.

Luciana Santos é a presidenta do PCdoB – na foto, com o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), um dos articuladores do apoio a Maia; aliás, em 2016, ele já havia sido um dos principais cabos eleitorais da candidatura de Maia, nitidamente comprometida com o golpismo e o estado de Exceção vigente.

Há tempos o PCdoB desenvolve a “teoria”, ou melhor, repete a “teoria”, chorumela esdrúxula (estranha e hostil ao marxismo) da autonomia da “luta institucional”.

Trata-se do bê-á-bá para qualquer comunista: a atuação dos comunistas nas instituições burguesas só tem sentido subordinada à luta popular de massas, deve inclusive servir para estimulá-la.

Não existe, a não ser para o liberalismo, a “autonomia da luta institucional”, que não tem outra função que não a de apartar, distanciar, separar o povo da luta política, entregue com exclusividade aos “representantes” do parlamento, ou a mandatários do Executivo.

Isso pode ser “muito bonito” para as falsas idealizações do liberalismo, mas para comunistas, e sua teoria, o marxismo, tem outro nome: cretinismo parlamentar.

É cretinismo parlamentar reduzir a atual eleição da Câmara à “Casa”, como diz Luciana, ou achar que uma das principalidades desta eleição é que “neste momento, com uma correlação de forças tão adversa, não era possível imaginar que uma candidatura do nosso campo sairia vitoriosa”.Resultado de imagem para pc do b abraça a direita

Isso é a ótica de quem limita a política ao plenário da Câmara dos Deputados.

Como é patente também neste trecho: “Era necessário fazer composições políticas que permitam que nosso combate, debate de ideias e resistência possam se desenvolver”, e o mais que se segue.

Não, Luciana, o combate dos comunistas, e de todos os democratas, se desenvolve na medida que animem a resistência popular ao bolsonarismo, e, para isso, subordinem sua atuação parlamentar a este objetivo.

Não será apoiando o candidato de Bolsonaro que estimularemos a luta contra o governo neofascista.

Nem sequer, não nos apoiando no povo, nos divorciando dele, sinalizado pelo apoio a Maia, não teremos condições sequer de garantir “o mínimo de civilidade” pretendido.

Maia não tem nada de confiável, e não é necessário ser comunista, a corrente política mais radicalmente democrática, para perceber isso. É só se ater aos fatos, e à folha corrida de Maia.

Mas se vê a causa do cretinismo parlamentar ao se constatar que não é de hoje, é de há muito tempo: o PCdoB, em grande parte se tornou um partido meramente eleitoral, fato completamente estranho à necessidade da existência de um partido comunista; que não pode, obviamente, perverter suas características e se metamorfosear em um partido “eleitoral”, semelhante, aos partidos burgueses.

O desvio de direita vem de longe, presente como também está agora na articulação deste bloquinho – para “ampliar a luta”, companheiros? -, que busca aglutinar siglas, com o “detalhe” de pretender excluir a sigla mais forte da esquerda, o PT.

Bloquinho que vem a calhar para um político arrivista burguês notório como Ciro Gomes, sempre pronto a ter uma desculpa para a ausência da luta antifascista.

O PCdoB abra o olho, está cada vez mais parecido, com seu desvio de direita, ao antigo Partidão. E foi o direitismo que levou à liquidação prática do antigo PCB.

Os comunistas honestos, e são muitos, dentro do PCdoB, não podem assistir passivamente a posições desmoralizadas e desmoralizantes com o o apoio a Maia.

Há duas tática na luta contra o bolsonarismo, a dos liberais, e a democrático-popular.

Os comunistas devem lutar por exercer seu papel de vanguarda na luta democrática e popular, nunca ficar a reboque dos liberais.

Apoiar Maia é tão ruim que consegue ser até pior que ficar a reboque dos liberais, o que já seria péssimo; é para lá de péssimo: é conciliar com o governo neofascista de Bolsonaro.

Resultado de imagem para pc do b abraça a direitaNeste sentido me despeço do Partido Comunista do Brasil rogando que a práxis seja revolucionária e alinhada com os oprimidos e oprimidas do Brasil e da América do Sul.

 

 

 

 

Vida que segue na luta por #NenhumDireitoAMenosParaPretosEPretas

Bob Controversista

Você acredita que meninos devem usar azul e meninas cor-de-rosa?

Que brincar de boneca é coisa de menina e brincar de carrinho é coisa de menino?

Sinto lhe informar, mas você está defendendo a ideologia de gênero.

Mas o que é ideologia de gênero? Você sabe você quem inventou isso?

Gostaria de tratar/entender essa concepção e mais justamente esse conceito que já se tornou figurinha carimbada deste novo (des) governo e no vocabulário dxs manipuladxs por Fake News, a tal da ideologia de gênero. Na verdade a ideologia de gênero foi forjada no Vaticano nos anos 90 sobre pontificado do Papa João Paulo II, mas foi a ativista cristã norte-americana Daly O’Leary que popularizou o termo com seu livro chamado Agenda de Gênero, Redefinindo a Igualdade” –  Daly O’Leary .

Para Daly O’Leary ideologia de gênero seria uma espécie de técnica de lavagem cerebral feita por professores, educadores e pesquisadores para transformar inocentes crianças em gays, lésbicas, travestis, transexuais e afins e por isso que nos últimos anos toda vez que o termo gênero era utilizado em alguma política pública ou na educação, na segurança, na saúde e etc os religiosos políticos já construíam uma grande e desvairada ofensiva para atacar a política ou iniciativa.

Dale O'Leary, jornalista freelancer

Dale O’Leary

Mas a questão central aqui é – Ideologia de Genero existe ou não?

Já adiantando que dentro do campo dos estudos acadêmicos, ideologia de gênero não é uma área reconhecida, não é sequer um campo de estudos, ele só existe mesmo dentro dos círculos cristãos, fundamentalistas, católicos e evangélicos, o que existem nas universidades são estudos de gênero e já posso garantir que apesar da variedade das epistemologias que existem na ceara dos estudos de gênero nenhum autor ou autora quer transformar seu filho ou filha em homossexual.

Agora sim dentro dessa área são desenvolvidos questionamentos sobre os rígidos padrões de gênero que vejam, só depende da ideologia para se perpetuarem no tempo histórico, muitas vezes vejo incautos, desinformados, pessoas mais suscetíveis a qualquer tipo de Fake News dizendo que só existe o sexo biológico, essa existência já justifica a desigualdade entre homens e mulheres, no entanto a natureza e os fenômenos biológicos não fazem valoração moral, para isso é necessário a existência de um agente racional humano para fazer esse tipo de atribuição, a natureza, ela já existia, e ela já existiria independentemente da nossa presença aqui na terra.

Para partilha desigual entre homens e mulheres existir é necessário todo um aparato político e ideológico para fazer os indivíduos se enquadrarem em determinados padrões pré-estabelecidos, se valores morais diferenciados estivessem no nosso código genético o estado, a igreja, a medicina, as mídias fariam tanto esforço para enquadrar as pessoas e suas regras? Eu acho que não. A historiografia e a antropologia já mostraram que a existência de indivíduos considerados “desviantes” da norma sempre houve em várias sociedades, em várias épocas e sempre ouve também um esforço para puni-los, silenciá-los, corrigí-los e enquadralos.


Guilherme Schelb, Procurador Regional da República, faz um alerta à todos os pais sobre o ensino da ideologia de gênero que está sendo apresentado/ensinado às crianças tanto nas escolas públicas quanto nas particulares, ensino este totalmente ilegal.

Por mim meninos e meninas podem ser o que quiserem ser, brincar com os brinquedos que preferirem, usar as cores que mais se indentificarem, ideologia de gênero existe sim, mas não sou eu  que a defende, pelo contrário, eu as denuncio quem faz uso desse instrumento para perpetuar desigualdade e violência, por isso os e as religiosos manipuladores temem tanto pessoas como eu, porque de certa forma incomodo  a ordem divina que eles querem tanto salvaguardar.

A pastora ministra explicou que a referência às cores das roupas das crianças, ou pior a “Nova Era” que começou era uma metáfora que significa na verdade, que ela vai combater a ideologia de gênero. Mas preciso explicar para a ‘ministra” e para seus ultra alienadxs, que todos nós homens e, sobretudo mulheres entenderam muito bem mais este recado. Todas as famílias que não se enquadram no seu modelo heteronormativo, cristão, racista e machista que a pastora/ministra afrontou entenderam.

Todas as crianças que sofrem bullying por não se enquadrarem na sua visão heteronormativa entenderam. Todas as crianças que fazem bullying e os pais que as ensinam a fazer por não suportarem o diferente e por temerem a alteridade entenderam.

Todas as mulheres que sofrem violência ou opressão por serem postas em uma posição rebaixada de submissão aos homens entenderam também. Todas as mulheres que conseguem escapar dessa opressão e se sentem sortudas por isso entenderam.

As mães que criam seus filhos sozinhas entenderam. As famílias das mulheres mortas e abusadas em atos de violência ocorridos no seio da família tradicional entenderam.

As vítimas de violência sexual ocorrida nas casas de famílias tradicionais entenderam. As famílias de todos os mortos em crimes de ódio entenderam.

Todas as vítimas de transfobia, homofobia, machismo e de toda forma de ódio entenderam e sentiram dor.

Todas as pessoas violentas e preconceituosas entenderam também e se identificaram.

Não afronte a todos nós ainda mais, subestimando nossa inteligência.




Em geral quando pensamos em racismo pensamos em uma violência direta a uma pessoa preta, indígena, cigana, judia e etc, quando você ofende alguém, quando você paga um salário menor, quando você impede uma pessoa de avançar socialmente pela cor da pele ou segmento cultural, ou seja, uma discriminação nesta ordem direta.

Entretanto para compreender o racismo precisamos entender o mesmo não como um fenómeno conjuntural, como se fosse algo pontual e, portanto passageiro. O que queremos dizer com isso?

Se o racismo fosse um fenômeno, uma anomalia, a gente geralmente trataria o racismo como uma patologia social ou então como uma patologia atribuída àqueles que são racistas algum tipo de problema intelectual, mental ou mesmo de caráter, a gente costuma tratar o racismo como uma anormalidade.

O que é noção de racismo estrutural coloca é que o racismo não é algo anormal, é algo normal, não no sentido de que devemos aceitar, mas no sentido de que ele existe independente de aceitar ou não, ele constitui as relações com seu padrão de normalidade, ou seja, o racismo é uma forma de racionalidade, é uma forma de normalização (ou normatização), da compreensão das relações, o racismo constitui não só as ações conscientes, mas constitui também a porção do inconsciente, um exemplo disso é do racismo quanto modo de estrutura social, como funcionamento normal da vida cotidiana.

Quando falamos de racismo estrutural podemos tranquilamente balizar o mesmo em três dimensões do racismo entendido nessa perspectiva que não é da patologia, estamos falando de economia, de política e de subjetividade, são os três pontos que constituem o que nós entendemos como estrutural, são três pontos em que os indivíduos são constrangidos e que fazem parte da própria dinâmica com que eles vivem cotidianamente.

Neste sentido vamos pegar, por exemplo, no campo da economia, no Brasil muita gente reclama da Carga Tributária (e o governo do “Coiso” Jair Bolsonaro está neste bate cabeça por conta deste tema) onde quem reclama mais são os grandes empresários, justamente os que proporcionalmente pagam menos tributos, mas são os que mais reclamam e os que menos dependem dos serviços públicos, que exatamente são financiados pela tributação, mas agora vejam só, pesquisas recentes demonstram que o grupo social mais afetado pela Carga Tributária no Brasil são as mulheres pretas, o que é impressionante – Mas porque isso?

Porque existe uma política deliberada do estado brasileiro de tributar mulheres pretas?

Não.

É porque a estrutura, o sistema tributário brasileiro funcionando na sua normalidade, do jeito que foi constituído, funcionando de acordo com as normas estabelecidas, reproduz as condições de aprofundamento das desigualdades que colocam a mulher preta no final da base da pirâmide social.

Por quê?

Porque as mulheres pretas são aquelas que recebem os menores salários, como a tributação brasileira é estruturada fundamentalmente para incidir sobre o consumo e sobre o salário, as pessoas que ganham menos e que também consomem são aquelas que vão pagar proporcionalmente mais impostos, então veja com isso vai formando uma cadeia, se eu ganho pouco, moro em lugares de grande vulnerabilidade, sou privado de algumas necessidades, que vão gerando tensões familiares e sociais, que tornam as pessoas mais propensas a ser vítimas de algum tipo de violência, então conseguimos a partir desta reflexão estabelecer um relação estrutural entre os baixos salários das mulheres pretas, a construção do sistema público tributário, a falta de representatividade da mulher negra nos espaços de poder e as pautas das mulheres negras não tomam corpo a ponto de se tornarem políticas sociais e políticas públicas.

Então vejam que juntando tudo isso a gente consegue entender, por exemplo, outros dados que são assustadores, por exemplo, o fato de que, entre 2003/2013, a violência contra as mulheres brancas recuou quase 10%, mais precisamente 9.8%, só que em compensação a violência contra mulheres pretas aumentou 54.5% o que explica isso não ser uma condição estrutural, mas uma condição de funcionamento normal das instituições.

O que espanta, e eu acho que esta é a questão mais fundamental, sobre como o racismo é estrutural e estruturante das relações sociais e da formação dos sujeitos, é que não há mesmo entre as pessoas que não aceitam esse tipo de violência qualquer tipo de ação política efetiva para se voltar contra isso, ou seja, a sociedade de alguma maneira naturaliza a violência contra pessoas pretas, a sociedade naturaliza violência contra pessoas pretas na sua mais sincera compreensão, a morte de jovens pretos sistematicamente nas periferias não causa choque como deveria causar o assassinato de pessoas, estima-se que de todos os jovens mortos nos últimos anos 77% sejam jovens pretos, o fato do encarceramento em massa atingir prioritariamente pessoas pretas e jovens pretos, isso não causa espanto, o fato de pessoas pretas frequentarem certos ambientes (aeroportos, shoppings, hotéis, lojas e etc…) e isso causar espanto, isso também demonstra o quanto é naturalizada a ausência de pessoas pretas também em certos locais, ou seja, o impressionante quando se assiste a uma novela ou então se assiste a uma sessão no Supremo Tribunal Federal, ou uma sessão no Congresso Nacional, ao se observar que a maioria das pessoas ali presentes naquelas posições são pessoas brancas isso não causa um choque na sociedade, quando se sabe de forma racional que 54% da população nacional brasileira se autodeclara preta, entendemos que há espaços onde só existem pessoas brancas, ou espaços, em geral espaços de poder, de decisão, mas, com a ausência representativa de 54% da população brasileira.

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Ou seja, o racismo é um dado estrutural, é um dado que constitui as próprias relações.

Agora a pergunta é;
É possível mudar isso?

O racismo estrutural tem um outro efeito, um outro sintoma, um sintoma que se dá sobre as pessoas não pretas, sobre as pessoas que não são meras pessoas brancas que é exatamente naturalizar sua condição enquanto pessoa branca, ou seja, a branquitude, o branco, o ser branco se torna regra, o ser preto se torna exceção, o branco não tem raça, quem tem raça é o negro.

Agora tanto ser branco, como ser preto são construções sociais e que são vivenciadas a partir de certos privilégios estruturalmente estabelecidos, enfim neste sentido a luta contra o racismo e, portanto a luta pela transformação social, pela construção de uma sociedade mais justa, solidaria e educadora passa necessariamente pela luta contra o racismo na sua dimensão estrutural e estruturante.

O que significa que se deve abrir mão de privilégios para que a luta contra o racismo seja uma luta efetiva, é uma luta para se desconstituir, aqui cabe um parênteses, que estamos falando do racismo, mas poderíamos facilmente, por exemplo, estar falando aqui de machismo que é a condição do homem, o privilégio masculino que também estrutura as relações sociais e daí se a gente conseguir juntar racismo com política economia à gente já consegue perceber nitidamente como o racismo e é um elemento fundamental de todas as formas de exploração econômica.

Movimento Preto (negro) é o nome dado aos movimentos sociais que fazem um composto de vários coletivos que lutam contra a discriminação racial e social nesse país, pessoas que vivem a diáspora na diáspora, portanto nós somos vários coletivos formados por várias vozes.

Das pretas e pretos da pele mais retinta a menos retinta, que, a partir da narrativa desse movimento promulgam muitas falas de várias dores em várias discussões, basta você começar a se engajar e falar sobre negritude que você estará, de certa forma, se relacionando com o Movimento Preto e em dado momento integrando-o.

Relacionado até mesmo para falar besteira, fazendo coro com o criadores da branquitude vestida de corpo negro, de negros que estão na direita, na esquerda, e estão também no grupo dos patinhos, enfim em todos os lugares, porem e, contudo, o mais importante é lembrar que não existe um movimento negro no Brasil sediado no lugar para poder ficar perseguindo indivíduos, criando pautas segregacionista e buscando calar pessoas, o que pode acontecer são percepções individuais e conflitos nos coletivos locais o que acontece em qualquer lugar do mundo.

Não existe no Brasil um(a) presidente do Movimento Preto, uma carteirinha que lhe conceda passe livre para o lugar de fala, posto esta concepção filosófica do termo e se tiver gente vendendo uma carteirinha se você tem algum problema com algum menino com alguma fala local e o problema específico, basta visitar a história dos que movimentam essa cena desde sua mais que necessária assunção à luta, visite os quilombos,as revoluções baianas pró-abolicionismo de André Rebouças, dos escritos de Milton Santos, Carlos Alberto, Djamila Ribeiro, na voz do Lázaro Ramos, de Érika Malunguinho,de Douglas Belchior, Miltão, T Kaçula, Prof. Juarez Xavier, entre tantos outros e outras que fazem cotidianamente este cíclico movimento.

O Movimento Preto é muito mais do que eu e você, ele é muito mais do que eu aqui nessa terra, e vai continuar existindo após a minha passagem, quando eu e você não mais estivermos neste plano o movimento negro vai continuar (r) existindo na academia e fora dela, através da dança, através do teatro, através da TV, através do Samba, do Hip Hop e demais expressões culturais, o movimento negro no Brasil mesmo sendo negro existe dentro da igreja católica e busca seu lugar de fala, dentro das culturas afro-brasileiras, africana, afro indígenas e etc, o Movimento Preto está em todo lugar, ele tem vários atores em várias peças que compõem esse quebra-cabeça, o movimento negro é muito mais do que eu e você, ele não morre quando a nossa voz para de falar, ele continua nas milhares e milhões de vozes que compõem 54% da população do Brasil.

Importa muito falar sobre a importância do negro em nossa sociedade e para onde estamos caminhando. Onde vai haver ascensão do negro, onde haverá mais cotas, onde haverá mais oportunidades e dando oportunidade para todo mundo e a voz do Movimento Preto é que diz somos vários coletivos várias vozes.  E neste sentido uma bandeira deve ser hasteada, a bandeira do combate ao racismo estrutural, estruturante e institucionalizado.

Esta é a principal bandeira de luta ao meu ver, combater o racismo estrutural na sua gênese, mais que racismo estrutural, como percebemos, identificamos e intervimos as violências com este recorte e como a partir do Movimento Preto atuamos para a sua derrocada?

A Nova Frente Negra Brasileira como mais uma potência do Movimento Preto se coloca cada vez mais no centro do debate do racismo estrutural na medida em que questiona e apresenta argumentos, dados e fatos sobre a necessidade de ocupação de espaços de poder e decisão e assim, como diz Erika Malunguinho, ativista política e sócio cultural e deputada estadual eleita em São Paulo, que passou da hora da “inevitável reintegração de posse” por #NenhumDireitoAMenosParaPretasEPretos #JuntosPodemosMudarOBrasil por um Movimento Preto potente.

Venha dialogar com a Nova Frente Negra Brasileira e juntos #FaremosPalmaresDeNovo

Bob Controversista

Nova Frente Negra Brasileira – Francisco Morato – SP – 2019

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Arte desenvolvida por ms.picture, empreendimento de comunicação social cujo a CEO Mayra Sales busca a potencialização de pautas referentes ao papel dx pretx no mercado e na sociedade como espaço de relações. A marca inicia uma transição para MS.Cangoma Picture – a palavra “cangoma” significa “festa dos tambores”. Fazer um Cangoma significa “vamos festejar”

 

 

 

Os povos indígenas Aruak Baniwa e Apurinã, da região amazônica, divulgaram carta destinada ao presidente da república Jair Bolsonaro (PSL) contra as mudanças feitas na reestruturação e na reorganização administrativa do governo federal através de MP n° 870.

Na carta, essas etnias destacam que a medida prevista nesta MP “além de prejudicial, pretende inviabilizar os direitos indígenas que são constitucionais.

Segundo a carta, o novo decreto, que tira a competência da Funai de licenciamento que impactam nos territórios, aconteceu em outros tempos como “uma tentativa agressiva” de dizimar os indígenas.

“Não estamos nos zoológicos, senhor Presidente, estamos nas nossas terras, nossas casas, como senhor e como quaisquer sociedades humanas que estão nas suas casas, cidades, bairros. Somos pessoas, seres humanos, temos sangue como você”, reafirma a carta.

Confira a integra da carta:

Carta ao excelentíssimo senhor presidente da república federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro – Brasília (DF)

Manaus, 2 de janeiro de 2019

Senhor Presidente,

Já fomos dizimados, tutelados e vítimas de política integracionista de governos e Estado Nacional Brasileiro, por isso, vimos em público afirmar que não aceitamos mais política de integração, política de tutela e não queremos ser dizimados por meios de novas ações de governo e do Estado Nacional Brasileiro. Esse país chamado Brasil nos deve valor impagável senhor presidente, por tudo aquilo que já foi feito contra e com os nossos povos. As terras indígenas têm um papel muito importante para manutenção da riqueza da biodiversidade, purificação do ar, do equilíbrio ambiental e da própria sobrevivência da população brasileira e do mundo.

Não é verdade que os povos indígenas possuem 15% de terras do território nacional. Na verdade são 13%, sendo que a maior parte (90%) fica na Amazônia Legal. Esse percentual é o que restou como direito sobre a terra que antes era 100% indígena antes do ano de 1500 e que nos foi retirado. Não somos nós que temos grande parte do território Brasileiro, mas os grandes latifundiários, ruralistas, agronegócios, etc que possuem mais de 60% do território nacional Brasileiro.

O argumento de “vazio demográfico” nas terras indígenas é velho e falso. Serve apenas para justificar medidas administrativas e legislativas que são prejudiciais aos povos indígenas. As nossas terras nunca são vazios demográficos. Foram os indígenas que ajudaram a proteger as fronteiras brasileiras na Amazônia.

Diferente do que o senhor diz de forma preconceituosa, também não somos manipulados pelas ONGs. As políticas públicas, a ação de governos e do Estado Brasileiro é que são ineficientes, insuficientes e fora da realidade dos povos indígenas e nossas comunidades.

Quem não é indígena não pode sugerir ou ditar regras de como devemos nos comportar ou agir em nosso território e em nosso país. Temos capacidade e autonomia para falar por nós mesmos. Nós temos plena capacidade civil para pensar, discutir os rumos dos povos indígenas segundo nossos direitos, que são garantidos nos artigos 231 e 232 da Constituição Federal, na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e na declaração da ONU sobre os povos indígenas. Nós temos condições de elaborar projetos e iniciativas. Muitos já estão elaborados. É o caso dos planos de gestão de terras indígenas aplicados no estado do Amazonas.

Senhor presidente, cumpra com suas falas e discursos de campanha de fazer valer a democracia, pois somos brasileiros que merecemos respeito sobre nossos direitos. Não aceitamos a ação ditatorial, pois contradiz com o discurso do senhor Ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni que defende o diálogo. Afirmamos que estamos organizados com lideranças e povos capazes de diálogo com o presidente, Estado brasileiro e governo, pois já aprendemos falar na Língua Portuguesa, além de nossas línguas nativas de cada povo e línguas de outras nacionalidades.

As mudanças feitas na reestruturação e na reorganização administrativa do governo federal através de MP n° 870 do dia 1 de janeiro de 2019 são uma completa desordem e um ataque contra a política indigenista Brasileiro. Além de prejudicial, pretende inviabilizar os direitos indígenas que são constitucionais. O mesmo sobre novo decreto, que tira a competência da Funai de licenciamento que impactam nossos territórios. Essa prática já aconteceu no passado na história Brasileira como uma tentativa agressiva de nos dizimar. Foi um período muito difícil e ineficiente do Estado. Não aceitamos e não concordamos com suas medidas de reforma administrativa para gestão da política indigenista.

Não somos culpados de ter muitas mudanças em nossas vidas e em nossas culturas. Isso é fruto de um processo de colonização violento, que matou muitos povos e extinguiu línguas nativas. Queremos continuar sendo indígenas, com direito a nossa identidade étnica, assim como somos brasileiros. O brasileiro quando sai para outros países e outros continentes continuam sendo brasileiros. Nós, da mesma forma, e ainda mais quando estamos dentro do Brasil que aprendemos a defender como nossa nacionalidade.

Nosso modo de vida é diferente. Não somos contra quem opta por um modelo econômico ocidental, capitalista. Mas temos nossa forma própria de viver e se organizar nas nossas terras e temos nossa forma de sustentabilidade. Por isso, não aceitamos desenvolvimento e nem um modelo econômico feito de qualquer jeito e excludente, que apenas impacta nossos territórios. Nossa forma de sustentabilidade é para nos manter e garantir o futuro da nossa geração.

Não estamos nos zoológicos, senhor Presidente, estamos nas nossas terras, nossas casas, como senhor e como quaisquer sociedades humanas que estão nas suas casas, cidades, bairros. Somos pessoas, seres humanos, temos sangue como você, nascemos, crescemos, procriamos e depois morremos na nossa terra sagrada, como qualquer ser humano vivente sobre esta terra.

Nossas terras, já comprovado técnica e cientificamente, são garantias de proteção ambiental, sendo preservadas e manejadas pelos povos indígenas, promovendo constantes chuva com qual as plantações e agronegócios da região do sul e sudeste são beneficiadas e sabemos disso.

Portanto, senhor presidente da República Jair Messias Bolsonaro, considerando a política de diálogo do seu governo na democracia, nós lideranças indígenas, representantes legítimas, estamos prontos para o diálogo, mas também estamos preparados para nos defender.

Carta dos povos Aruak Baniwa e Apurinã

Marcos Apurinã – Povo Apurinã

Liderança Indígena Apurinã da Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Rio Purus; contato – e-mail: marcosapurin@gmail.com;

Bonifácio Jose´- Povo Baniwa

Liderança Indígena Baniwa do Alto Rio Negro, membro da Organização Baniwa e Koripako NADZOERI; e-mail: bonibaniwa@gmail.com;

André Baniwa – Povo Baniwa

Liderança Indígena Baniwa do Alto Rio Negro, Terra Indígena Alto Rio Negro, Presidente da Organização Indígena da Bacia do Içana, OIBI; e-mail: andrebaniwa@gmail.com;

Resultado de imagem para ele nãoA partir deste texto vou retomar a dinâmica de postar meus desabafos neste blog. Dedicar alguns minutos para relatar, na visão deste homem preto, pobre e suburbano, uma leitura de mundo do que vem acontecendo em nossas vidas e dinâmica social a partir do modo de governar da direita explosiva no estado de São Paulo e no executivo nacional, sobre a batuta de Jair Messias Bolsonaro, vulgo “coiso” e João Doria, vulgo “doriana” no governo do estado de São Paulo.

Uma alternativa que encontrei para comentar fatos urgentes na minha perspectiva, começando agora com a declaração, eu diria escandalosa do Presidente da República Jair Bolsonaro, sim ele é o presidente da República, república, essa palavra cada vez mais dura para o povo preto e pobre, povos originários, quilombolas e demais segmentos da sociedade que são historicamente desprivilegiados, oprimidos e amassados pela palavra República, República Federativa, esta que deveria ser de todos e todas, república do Brasil, onde temos um Presidente da República que representa nossos históricos antagonistas, assassinos, escravagistas, brancos e ricos.

Um comandante do exército, General Eduardo Villas Boas, pode ter decidido as eleições em 2018, aquilo que está na Constituição de que “todo poder emana do povo”, de que existe a soberania popular, de que sim é o povo o legitimo governante, que deve a sua função encaminhar demandas que dêem vazão às suas contribuições via de regra pelos impostos. No entanto quem disse que o poder emana do povo, deve estar se remoendo de frustração, pois o presidente eleito disse a um comandante linha dura do exercito durante a transmissão de cargos as ministros, que sem o General Villas Boas, que estava presente, preso a um balão de oxigênio, pois seu estado de saúde não é dos melhores, que sem a atuação do comandante o presidente não chegaria aonde chegou e que este segredo morreria com ele.

Teoricamente numa república o Brasil não é propriedade, não tem a exclusividade das Forças Armadas, não é do PT, não é do PSDB, não é do PSL, não é do MDB, não é de nenhum serviço de espionagem, não é da Dilma Rousseff, não é do dono da Havan, não é da Odebrecht. Todos os cidadãos, em sociedade, pelo povo, para o povo e com o povo, todos do qual faz parte o conjunto de instituições que representam um pouco mais do fundo da soberania popular que define quem governa, prefiro ainda que o povo deve definir quem vai estar no poder, em eleições justas e com igualdade de dispersão de idéias e propostas.

No entanto presenciamos a derrocada desta proposta a partir de 2018, pois vimos às aberrações que foram desenvolvidas na cara dura para manipular o povo e consequentemente o processo eleitoral, conversas secretas como a que fez chegar ao poder diante de uma suspeita de fraudes, fake news, conspirações e veiculação do ódio, na contra mão da vontade popular. O que Jair Bolsonaro e Eduardo Villas Boas teriam para conversar a respeito da chegada do “coiso” ao poder? E o que eles teriam para conversar? Qual seria o assunto que não pode virar público algumas hipóteses da estratégia para que o Sérgio Mouro que hoje é do governo chegou também ao poder caso condenasse o Lula, já confirmando a condenação em segunda instância a partir do TRF-4? Qual foi a conversa sobre o julgamento do Habeas Corpus para Lula em Abril do ano passado, quando o comandante mandou o twitter ameaçando o STJ?

Perguntas que não tem respostas suficientemente convincentes, mas que em uma mínima analise apontam para o desfecho que presenciamos estupefatos. O “coiso” já estava em campanha há quatro anos, ele mesmo com todo esse discurso raso, sozinho pelo Brasil tinha apelo, mas as pesquisas indicavam que Lula tinha mais do dobro de votos dele, Lula tinha muito mais intenção de votos e o duelo Jair Bolsonaro com os seus 10 a 15% de apoiadores, eu diria incondicionais da sua campanha tinham que ganhar potencia.

Sou daqueles que realmente gosta de analisar as pesquisas, porem, o que gosto mesmo, é principalmente de conversar com as pessoas, saber o que as pessoas estão pensando, pode ser policial, conservadores, comerciantes, jovens, idosos e etc. Quem interpreta com o mínimo de racionalidade o aplicar das leis, neste contexto, entende que o judiciário e as Leis já tinham sido aplicadas de forma diferenciada, manipulada e direcionadas no sentido de que situações quando Lula, com possibilidade de recurso plausível que não poderiam ser enquadradas na lei da ficha limpa, mas tudo isso foi superado, todo o movimento articulado de forma que nenhuma ação positiva poderia ser encaminhada. Lula tinha que ficar preso. Incomunicável. Sem dar entrevistas e com o numero de visitas reduzido. Lula não deu nenhuma entrevista para os grandes meios de comunicação e a Blogosfera de esquerda não teve nenhuma autorização de entrevistar o ex-presidente, mesmo tendo já autorizado entrevistas com o maníaco do parque que deu entrevista para Globo, Fernandinho Beira Mar, entre tantos outros.

O que significa para nós, a base da pirâmide social, ter ímpios da Constituição? Os pactos norteadores dos direitos humanos em sociedade balançam nas coisas da República. Um candidato (hoje presidente eleito) não pode ter segredo com comandante de exercito, nossas demandas, sonhos e desejos não podem ser tratadas de maneira secreta, principalmente quando um twitter de um general de nome Eduardo Villas Boas, na véspera do julgamento do ex presidente e preso político Lula, cria uma tendência no Supremo Tribunal Federal. Que não concedeu habeas corpus para evitar prisão no Supremo Tribunal Federal, que tem 11 ministros e todos tenham declarado, já na história deles e declararam publicamente que são favoráveis ao princípio da presunção de Inocência, ninguém pode ser preso até esgotados todos os recursos e a Ministra Rosa Weber não concedeu habeas corpus, mesmo antes já ter declarado ser favorável, e aí ela disse que apesar de entender que essa prisão fosse contra sua vontade, o habeas corpus de Lula em nome do princípio da colegialidade não votaria favoravelmente.

Isso pode diretamente mais do que explicar o que significa determinada postura, como estou fazendo agora, o discurso que passou batido, mas não passou despercebido foi feito pelo presidente do Brasil e que precisa de explicações sobre que conversa secreta, ele (o presidente eleito) teve com o alto comando do exercito? O “coiso” passa se inclina para falar com Eduardo Villas Bôas comandante do exército e aí depois se dirigi a Tribuna e fala direto o que disse na conversa que eles tiveram, que é uma conversa que vai morrer entre eles, mas que salientou intervenção, dele claro e foi assim a invenção, uma reunião ao ar condicionado construiu um processo viciado e  impulsionou à direita a chegar ao poder.

O presidente eleito tem que explicar para a nação que conversa foi esta? O que o comando das forças armadas do Brasil fez para alçar o “coiso” a o patamar de chefe do executivo nacional e consequentemente a ocupar os principais cargos em ministérios, secretarias, departamentos e a alta cúpula do poder no maior pais da America do sul?

Tempos sombrios nos assombram…

Porem #SeguimosEmLuta por #NenhumDireitoAMenosParaPretasEPretos