Future-se (leia-se #Fature-se) o fim do ensino publico, gratuito e de qualidade.

Publicado: 07/17/2019 em Bobcontroversista
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Acompanhando o lançamento do Future-se (leia-se #Fature-se). Há riscos graves no projeto. As universidades públicas brasileiras têm o desafio de expansão do ensino publico, gratuito e de qualidade – Harvard não é modelo: tem poucos alunos, alunos muito ricos e brancos majoritariamente.

As alternativas de financeirização são menos elaboradas do que o receituário ruim da “Education Commission” de Gordon Brown. Em nenhum lugar do mundo funcionou. Um modelo pior não funcionará no Brasil, vale lembrar que este desgoverno é especialista em copiar projetos daninhos a pretos, pobres e periféricos, vide o exemplo da Previdência no Chile, referencia para Paulo Guedes. A adesão ao projeto submeterá as universidades federais a riscos e mudanças de prioridades. Captar recursos será a meta. Universidade não é indústria e educação não é produto e nem mercadoria a ser comercializada. Patentes se resolvem com política comercial e industrial.

O aspecto mais perverso do projeto é utilizar o patrimônio acumulado das universidades públicas federais sob o modelo atual como moeda de troca para o modelo proposto. Ou seja: dilapida o que há de bom para determinar um modelo ruim e desigual. O modelo é tão desigual que o MEC, na apresentação, repetiu reiteradas vezes que ele não gera desigualdades: repetindo uma mentira para virar uma verdade. Gera porque freia a democratização do acesso ao ensino superior, além de ter como pano de fundo o fim das cotas etnicas/raciais.

O modelo chama-se “Future-se”. Poderia ser “Vire-se” ou o que esta colocado #Fature-se. A base foi Milton Friedman (líder da escola de economia de Chicago), segundo o MEC. Todas as políticas educacionais do mundo pensadas sob o trabalho desse autor fracassaram. Não há nada que indique que será diferente no Brasil.

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O projeto do MEC falha em tentar alavancar a economia pela educação. O que alavanca a economia e a educação em conjunto é um projeto de desenvolvimento para o Brasil, algo impossível sob esse desgoverno. Projeto exige articulação e planejamento. Não sou contra startups. Mas não considero a roupagem millennial das “Pequenas e Médias Empresas” ‘O’ caminho. Doutorandos estão desempregados. Financiamento para novos negócios é bom, mas não é suficiente para destravar a economia. E o desemprego não é culpa dos doutores.

As Universidades brasileiras podem e devem fazer pesquisa aplicada, criar patentes, explorá-las. Inovação deve ser uma palavra resgatada do seu exílio utilitarista e virar um objetivo de pesquisa. O que não pode é fazer discurso leve para abandonar a educação superior pública. Por último, o projeto freia a democratização das Universidades e cria meios de privatizar a gestão. Ajuda o coiso eleito antidemocraticamente, o emissário da morte, presidente do braZil a desconstruir um contrapeso ao seu desgoverno, pois ataca a Ciência. “Future-se” pode ser um caminho para o pior Brasil desde 1889. Certamente é o pior desde 1988.

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Fonte: G1

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